Paulo Venturelli, médico homeopata em Curitiba

Vitalismo

1) Princípios da Natureza:

São descritos alguns princípios de física, química e biologia…

a) 1ª lei de Newton no século 17: Princípio do equilíbrio (estático ou cinético) que é um princípio de inação, quer dizer, da ausência de ação (lei da inércia).

b) 2ª lei de Newton no século 17: Princípio dinâmico, é um princípio de ação ou de ações (força é o princípio dinâmico, mas o dinamismo em si é o trabalho).

c) 3ª lei de Newton no século 17: Princípio do equilíbrio dinâmico, é um princípio de ações e reações.

d) Relatividade de Einstein no século 20: Princípio da equivalência, ou seja, massa e energia são equivalentes.

e) Homeopatia de Hahnemann nos séculos 18 e 19: Princípio vital e energia vital.

2) Energia Vital:

Na homeopatia não é preciso fazer distinção entre força vital e energia vital ou princípio vital, sendo tais diferenciações apenas uma abordagem particular deste médico homeopata…

a) Definição de energia: Atributo de efetuar trabalho, quer dizer, energia é fonte de trabalho, ou mais amplamente é a grandeza física mutuamente conversível em massa, conforme equação da relatividade de Einstein (E = Mc²).

b) Definição de trabalho: Movimento ou frenamento atribuído a uma força (ou mais amplamente é o dinamismo da energia).

c) Termodinâmica de Sadi Carnot no século 19 (a partir de James Watt dentre outros no século 18 e com James Prescott Joule dentre outros no século 19): É o estudo teórico e aplicado das transformações de energia entre calor e trabalho.

d) Definição de energia vital: É a grandeza física mutuamente conversível em biomassa.

e) Definição de vitalidade: Vida é o dinamismo intrínseco, espontâneo e transmissível (Venturelli, Paiva. – Dinamização in Vivo. Joinville (SC), Editora Letra Médica, 2004) que é fornecido pela força vital.

3) Homeopatia:

Especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) do Brasil na Resolução 1.000 (em 4 de junho de 1980)…

Sejam os seguintes parágrafos do livro Organon de Samuel Hahnemann publicado pela primeira vez em 1810:

§ 9: “No estado de saúde do indivíduo reina, de modo absoluto, a força vital imaterial (autocrática) que anima o corpo material (organismo) de modo dinâmico, mantendo todas as suas partes em processo vital admiravelmente harmônico em suas sensações e funções, de maneira que nosso espírito racional que nele habita, possa servir-se livremente desse instrumento vivo e sadio para o mais elevado objetivo de nossa existência.”

§ 10: “… Somente o ser imaterial (princípio vital) que anima o organismo no estado saudável ou doente lhe confere toda a sensação e estimula suas funções vitais.”

§ 11: “O que é influência dinâmica, força dinâmica? Percebemos que a nossa Terra, por uma força secreta e invisível faz girar sua Lua em 28 dias e algumas horas e como, por sua vez a Lua, alternadamente, em horas fixas faz subir nossos mares do norte nas marés cheias e durante as mesmas horas novamente faz descer nas marés baixas (sem contar algumas diferenças por ocasião da Lua cheia e da lua nova)… … assemelhando-se à força de um imã quando atrai poderosamente um pedaço de ferro ou aço que esteja próximo.”

§ 16: “… os medicamentos podem restabelecer a saúde e a harmonia vital e, de fato, as restabelecem, somente através do efeito dinâmico sobre o princípio vital…”

§ 26: “… Uma afecção dinâmica mais fraca é extinta de modo duradouro no organismo vivo por outra mais forte, quando esta (embora de espécie diferente) seja muito semelhante àquela em suas manifestações…”

§ 78: “As verdadeiras doenças crônicas naturais são aquelas provenientes de um miasma crônico… …pois a constituição física mais robusta, o mais regrado modo de vida e a força vital de maior energia não têm condições de superá-las.”

§ 269: “… Mas há uma lei na natureza pela qual as mudanças fisiológicas e patogenéticas ocorrem no organismo vivo, por meio de forças capazes de alterar a matéria crua dos meios medicamentosos, pela trituração ou pela sucussão, porém, com a condição de interpor um veículo não medicamentoso (indiferente) em certas proporções.”

§ 269 (nota): “… Observa-se a mesma coisa numa barra de ferro e um bastão de aço na qual não se pode ignorar um vestígio adormecido da força magnética latente… …da mesma forma, a trituração de uma droga e a sucussão de sua diluição (dinamização, potenciação) desenvolverá sua força medicamentosa latente e a manifestará cada vez mais, desmaterializando mais a própria matéria, se é que se pode falar desse modo.”

4) Hipótese Bioquântica de Venturelli:

A hipótese bioquântica foi publicada, pela primeira vez, em 1995 na obra Teoria Bioquântica Astro-Atômica (de Paiva Venturelli)…

“Em 1913 o físico dinamarquês Niels Bohr consagrou o modelo “astro-atômico” do físico britânico Ernest Rutherford, a partir da teoria quântica do físico alemão Max Planck; definindo a estrutura do átomo nuclear.

Estabeleceu-se, então, que os elétrons progridem em níveis quânticos por incremento de energia (inclusive térmica) e regridem pela liberação de energia assimilada. O átomo passa de um estado fundamental ao excitado, e vice-versa, pela troca de energia entre o sistema interno e externo.

Sabemos que os átomos (unidades fundamentais da matéria) formam as moléculas e as moléculas formam as células. As células são as unidades fundamentais do organismo humano, de modo que formam os tecidos e os órgãos.” …

… “Considerando-se que a célula emite água, como o átomo emite quantum, em valor definido para retornar do estado excitado para o estado fundamental, a proporção citotrófica correspondente à dilatação tridimensional é dada pela dilatação da água em um compartimento perfeitamente permeável ao excesso desse líquido.”

Luc Montagnier, virologista francês, após ganhar o prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 2008 passou a se dedicar aos estudos sobre a “memória da água”, inclusive expondo suas ideias no Congresso Nacional de Homeopatia da Espanha em 2016.

Além do laureado acima, outros cientistas vem se destacando nas pesquisas da “memória da água”, tais como Marc Henry (que é professor de física e química quântica) e Etienne Cappieaux (que é investigador de engenharia biológica) ademais, em 1999, Masaru Emoto publicou “Messages from Water” ou “Mensagens da Água” em tradução livre (da editora Hado Publishing) que constitui uma das mais antigas publicações sobre esse tema.

O modelo bioquântico de Paiva Venturelli foi registrado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro em 1994 e publicado em 1995, quando foi registrado no mesmo local, como obra publicada.

A ressonância Schumann inferida pelo físico alemão Winfried Otto Schumann em 1952, em geral apoia direta ou indiretamente as pesquisas de “memória da água”, de “mensagens da água” e de outros fenômenos ondulatórios subjacentes na água, embora não seja necessariamente a única ou a principal explicação.

Anteriormente às predições de Schumann, o cientista servo-croata Nikola Tesla já havia identificado a mesma ressonância enquanto investigava uma tempestade de raios e trovões. E com maior precedência ainda, o livro Organon de Samuel Hahnemann, em aprofundada análise, consiste em um tratado sobre essas propriedade aquosas aplicadas à medicina, com edição em 1810.

a) Princípios gerais da hipótese de Venturelli:

As moléculas de água e as moléculas orgânicas estão sujeitas à ressonância entre si (água e CHONPS são sistemas sujeitos à ressonância).

As vibrações da ressonância hidrovital caracterizam o bioquantum.

Energia bioquântica é a forma de energia que determina as frequências naturais da vida, as quais sujeitam a água e as moléculas orgânicas à ressonância.

Nessas condições as células emitem água assim como os átomos e moléculas emitem quantum (Paiva Venturelli, 1995).

b) Vitalismo bioquântico:

Princípio vital é o bioquantum primordial de um organismo e energia vital é seu fluxo de transformação, principalmente entre calor e trabalho.

OBSERVAÇÃO: CHONPS é o acrônimo de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre.

5) Termodinâmica bioquântica relativística:

Por definição, assim como energia é a grandeza mutuamente conversível em massa, de modo semelhante, energia vital é a grandeza mutuamente conversível em biomassa.

a) Princípio da ressonância: 

Biomassa e água são suscetíveis ao fenômeno de ressonância, ou em outras palavras, água e CHONPS são sistemas sujeitos à ressonância.

Observações sobre ressonância:

Frequência natural (ou frequência de ressonância) de um corpo ou sistema é a frequência inerente de oscilação do mesmo. Porém, pode haver não apenas uma única frequência natural e sim um conjunto de frequências de ressonância, quer dizer, mais de uma frequência natural de vibração própria.

Quando um corpo ou sistema apresenta mais de uma frequência natural, tais vibrações são harmônicas entre si, ou seja, estão em valores que são múltiplos da oscilação fundamental. Portanto, quando se aplica a um corpo ou sistema, uma frequência que tenha valor igual ou múltiplo a uma de suas frequências naturais, ambos os sistemas entram em amplitude de ressonância.

Assim, sistemas que vibram em fase proporcional ao conjunto de frequências entram em amplitude ressonante.

b) Princípio vital:

A forma mais primordial de energia em um organismo vivo é o seu princípio vital, o qual se predispõe ao fluxo de transformação entre calor e trabalho, ao longo de sua existência, em conformidade às leis da termodinâmica.

Embora calor e trabalho sejam as grandezas fundamentais da energia na termodinâmica, os organismos vivos apresentam uma propriedade particular que os tornam capazes de manterem, direta ou indiretamente, em relativo estado de equilíbrio, suas medidas de temperatura e volume, e, especialmente relevante na gasometria arterial, também as medidas de pressão.

Enquanto que na termodinâmica clássica é possível se obter um estado de “equilíbrio verdadeiro”, o equilíbrio verificado pelos sistemas vivos é um equilíbrio relativo, ou falso, o chamado “equilíbrio dinâmico” (entre aspas conforme terminologia utilizada por Albert Lester Lehninger, na tradução de José Reinaldo Magalhães da Editora Sarvier, em 1976, estudado em 1985).

Variações extremas de temperatura ou pressão, bem como de volume, em um organismo humano, são incompatíveis com a vida; levando isso em consideração, então, é possível equiparar entalpia e energia interna.

Embora o conceito de entalpia seja importante na definição de reações endotérmicas e exotérmicas, estas com maior tendência à espontaneidade do que aquelas, ainda assim, a abordagem conceitual pode ser elaborada com a noção de energia interna, em vista do relativo estado de equilíbrio orgânico que determina razoável estabilidade dos parâmetros de pressão, sim, mas também de temperatura e volume.

Ou seja, se por um lado podemos falar em entalpia por termos a pressão constante, por outro lado podemos nos manter no conceito de energia interna porque o volume e a temperatura também não sofrem grandes oscilações, desde que o indivíduo esteja vivo, e tudo deve ser feito no sentido da preservação da vida.

A questão é mais problemática quando se trata de energia livre porque seu significado abrange a entropia, e os sistemas biológicos a desafiam.

A afronta dos sistemas vivos à entropia recomenda que um modelo bioquântico não fuja para muito longe dos conceitos de energia interna, deste modo, a conceituação de reações endergônicas e exergônicas, muito mais específicas em definição de espontaneidade físico-química, devam ser adaptados principalmente ao calor e ao trabalho, sem se ater muito às condições de volume e pressão, porque estes parâmetros na saúde serão relativamente constantes, assim como a temperatura.

Em casos de doença, o tratamento médico objetivará sempre que possível a causa, e não apenas a correção dos critérios de gasometria arterial, embora estes devam, em algumas circunstâncias, serem corrigidos em período urgente ou emergente.

É imprescindível a adoção dos conceitos de reações endotérmicas e exotérmicas (sobre entalpia) e mais ainda, dos fenômenos endergônicos e exergônicos (sobre energia livre) mas em ambos os casos, estando principalmente vinculados aos critérios de calor e trabalho, na definição de princípio vital e energia vital.

Quer dizer, apesar de se levar em conta as grandezas de entalpia e energia livre,  a termodinâmica biológica poderá se apegar quase exclusivamente à grandeza de energia interna, considerando o fluxo de transformação entre calor e trabalho, e deixando em aberto o desafio da entropia e a questão da consciência.

c) Princípio bioquântico:

A energia eletromagnética é quântica e tem origem nos átomos, enquanto que a energia vital é bioquântica e tem origem nas moléculas de água.

Das quatro leis da termodinâmica três se aplicam à energia bioquântica, mas a terceira lei não tem interesse na medicina, visto que os corpos humanos são muito sensíveis à hipotermia e não faria sentido o estudo dos mesmos sequer a zero grau centígrado ou Celsius.

A lei zero da termodinâmica não se aplica ao bioquantum porque os organismos vivos, particularmente humanos, o que interessa a este estudo, apresentam mecanismos intrínsecos de controle da temperatura.

Portanto, as duas leis termodinâmicas de interesse na medicina bioquântica são a primeira e a segunda lei.

c.1) Primeira lei da termodinâmica: A energia se transforma…

O princípio vital é acoplado ao zigoto pelo bioquantum que é deflagrado no óvulo, a partir da transformação complementar das energias vitais prévias, as quais são parcialmente transferidas e reorganizadas em uma nova célula.

A energia vital resultante evolui em forma bioquântica, desde seus primórdios orgânicos, em um ciclo de transformação entre calor e trabalho, fundamentalmente.

c.2) Segunda lei da termodinâmica: Sistemas dissipam energia…

Os sistemas termodinâmicos tendem a dispersar energia para os arredores, ou seja, parte da energia dos sistemas é dissipada para o ambiente.

Seja o que diz John B. Russel (Química Geral):

“A procura de características comuns para todas as transformações espontâneas, no mundo real, revela duas tendências gerais, embora não universais. A primeira destas é a tendência dos sistemas buscarem um estado de menor energia pela perda de energia para as suas vizinhanças…

…Os processos espontâneos, em que o sistema não adquire um estado de menor energia, possuem alguma característica comum? Sim, e isto é importante: em cada um destes processos o sistema vai de um estado mais ordenado para um menos ordenado.”

Assim, o professor Russel assinala duas tendências, quais sejam, a “tendência a desordem” e a “tendência ao decréscimo de energia”.

A tendência à desordem é chamada de entropia, no entanto, os seres vivos, especialmente nos primórdios do desenvolvimento, não apresentam essa tendência à desordem, pelo contrário, evoluem em uma ordem orgânica, isto é, organizam-se. Deste modo, os seres vivos no início desafiam a entropia, mas depois a entropia desafia aos seres vivos.

A energia bioquântica tende a depleção, mas a entropia é um desafio em aberto.

c.3) A questão da consciência:

Na mecânica quântica a questão da consciência se apresenta, em geral, vinculada à questão do observador consciente. Entretanto, quando se trata do princípio vital, é inevitável se deparar com o questionamento acerca de quando um indivíduo humano passa a ter as sensações típicas de sua própria existência.

A obra “O enigma quântico” de Bruce Rosenblum e Fred Kuttner questiona “se existe uma ‘mente’ que seja diferente do cérebro físico”, e “como ela se comunica com o cérebro?” afirmando que “Esse mistério faz lembrar a conexão de dois objetos quanticamente emaranhados entre si – por meio daquilo que Einstein chamou de ‘ações fantasmagóricas’ e Bohr de ‘influências’.”

Bem, se existe uma “mente” que seja diferente do cérebro físico, então essa mentalidade estaria imediatamente vinculada ao princípio vital.

Neste sentido, a consciência no efeito do observador, da mecânica quântica, teria uma analogia ao aspecto mental do princípio vital, da bioquântica, lembrando que o aparato mental comporta não apenas o consciente, mas também o inconsciente segundo os preceitos da psicologia.

O bioquantum se integra ao zigoto, mas a consciência é uma questão em aberto.

c.4) Dilemas do mistério da vida:

A todo sistema vivente se antecipa uma quantidade específica de energia biológica, de natureza quântica, que caracteriza o bioquantum desse sistema, o que vem a ser o seu princípio vital.

O princípio vital não se perde, ou ao menos não se dissipa totalmente enquanto o organismo estiver vivo, mas se transforma, sendo que tais transformações também são de natureza quântica e, ainda, são de origem líquida, aquática, hídrica e biológica, assim, essas transformações são bioquânticas.

As transformações bioquânticas caracterizam a energia vital e obedecem a um ciclo de calor e trabalho, em concordância à primeira e segunda lei da termodinâmica.

A termodinâmica bioquântica não trata de entropia e consciência, porque são dilemas que envolvem estudos multidisciplinares ainda inconclusivos, mas que possam ter raízes em comum…

Assim, por exemplo, no capítulo 13 de seu livro “A Ordem do Tempo”, Carlo Rovelli diz que…

“Nós, criaturas humanas, somos um efeito dessa longa história do aumento da entropia, unidos pela memória criada por esses vestígios.” … “Este espaço aberto pela memória e pela antecipação é o tempo …”

O princípio vital se integra ao zigoto e progride em transformações bioquânticas, mas o porquê da entropia nem sempre fazer sentido nos organismos vivos, e qual o vínculo entre o aparato mental e o princípio vital, esses dilemas ainda são enigmáticos.

c.5) Diferenças entre princípio vital e energia bioquântica:

A diferença entre princípio vital e princípio bioquântico é que este é a forma como a energia vital se transforma, e aquele é a forma inicial da energia vital.

Quando a energia vital se inicia em um organismo, essa energia é o princípio vital desse sistema, que acompanha a estrutura desde a primeira célula embrionária, quer dizer, é o seu “quantum” inicial de energia, ou seja, a quantidade de energia disponível àquele organismo embrionário, ou em outras palavras, é o princípio vital de um ser, sendo este um ser vivo.

d) princípio da equivalência:

A teoria da relatividade, de Albert Einstein, estabeleceu que massa inercial e massa gravitacional sejam equivalentes, mas definiu também a equivalência destas à grandeza de energia.

Portanto, pode-se dizer que massa e energia sejam equivalentes e isso podendo ainda ser aplicado à relação entre biomassa e energia vital.

Zigoto é a célula inicial de um organismo humano, e toda a sua matéria é constituída da conexão do gameta masculino ao óvulo. Então o novo ser não dispõe de nenhuma outra massa inicial, no entanto, essa massa progride em novas células individuais as quais formam ou poderão formar tecidos e órgãos.

Massa se transforma em energia e energia se transforma em massa, porém, a massa inicial do zigoto não é original, mas sim, apenas uma combinação biológica entre as massas genitoras. A primeira transformação do zigoto em uma célula individual específica, que se dividirá em duas, necessita da presença de uma energia inicial diferente da recebida, essa energia primordial que dá origem às transformações da massa previamente formada, é o princípio vital.

Deste modo, a matéria zigótica tem uma massa recebida dos gametas genitores, mas tem a sua própria energia vital que principia seu ciclo de vida, isso porque se massa e energia são mutuamente conversíveis, então, da massa vem a energia e da energia vem a massa, mas esse ciclo começa pelo princípio vital.

Fisicamente não há nenhuma transformação da massa inicial em energia, visto que o zigoto tem toda a sua matéria proveniente da combinação entre os gametas masculino e feminino, ou seja, toda a massa da primeira célula se origina de massas genitoras prévias, porém, a energia que passa a transformar e multiplicar a célula inicial, esta sim, deverá estar adaptada a essa nova estrutura biológica. Portanto, por mais que a energia seja proveniente do organismo materno, ainda assim, o crescimento do embrião estará condicionado a uma forma de energia conformada a nova configuração.

Em outras palavras, em termos físicos a massa do zigoto é indiferente da massa de seu material constituinte, qual seja, o material dos gametas genitores, todavia, seu desenvolvimento só será possível a partir de um quantum específico de energia, cujo valor será diferente dos quanta de origem, tanto de cada um e de ambos os gametas genitores, bem como de cada um e de ambos os organismos adultos de origem.

A massa é indiferente porque o peso em grama do zigoto é o mesmo peso em grama da massa transferida na fecundação, a novidade é o quantum de energia que passa a desenvolver a célula inicial.

O desenvolvimento de uma célula embrionária requer uma quantidade de caloria inicialmente específica e a execução de um trabalho também específico, isto é, um quantum de energia particular e individual, cujo valor é diferente do trabalho executado por ambos os gametas e da caloria gasta pelos mesmos, mas a massa cedida é igual à massa recebida porque a massa transferida é mesma, e essa é a diferença entre a massa inicial e a energia inicial, uma é a transferência concluída e a outra é a energia iniciada.

À mesma temperatura, em torno de 37º C, a quantidade de calor do zigoto é diferente da quantidade de calor de cada um e de ambos os gametas, mas a massa cedida é a mesma massa recebida.

Isso é um pouco semelhante à “catástrofe do ultravioleta”, porque assim como o corpo negro não varia sua energia luminosa na mesma proporção contínua da adição de calor, havendo um “quantum” específico de cada temperatura, da mesma forma, o embrião é um corpo diferente de cada corpo genitor que adicionou calor e trabalho, o embrião tem uma superfície diferente e tem uma quantidade de água diferente. O principio vital é uma energia em amplitude singular e frequência específica, que não corresponde ao somatório da energia transferida na junção gamética.

Embora haja o principio da conservação, o valor energético de partida do desenvolvimento é diferente do valor de chegada, em vista das diferenças de uma fase para outra.

A energia é quântica e a massa do embrião tem seu maior peso em água, sua energia inicial é bioquântica e seu fluxo de transformação entre calor e trabalho é bioquântico.

e) Princípio do equilíbrio dinâmico:

Pela terceira lei de Newton, a toda ação corresponde uma reação de igual intensidade em sentido contrário, todavia, mesmo os sistemas físicos nem sempre alcançam o equilíbrio verdadeiro, devido ao grande número de variáveis; em contrapartida, nem todos os sistemas químicos alcançam o equilíbrio dinâmico. De outro modo, os seres vivos apresentam uma regulagem intrínseca que lhes impede de alcançarem o verdadeiro estado de equilíbrio, em vida, mas lhes assegura um balanceamento natural.

A forma mais primordial de energia dos sistemas vivos, aquela que se integra ao zigoto, ou que se adapta ao zigoto, enseja propensão às transformações balanceadas entre calor e trabalho. O princípio do equilíbrio é típico dos sistemas viventes e, por isso, podemos definir a essência do princípio vital como sendo a natureza do equilíbrio dinâmico, quer dizer, os sistemas biológicos estão naturalmente em equilíbrio o qual é relativo e não absoluto.

Concluindo, a natureza do equilíbrio dinâmico é a essência da vida.